terça-feira, dezembro 12, 2006

370 milhas (≈595.5 km) por estradas do texas



a) como seria de esperar as estradas do texas sao diferentes das de qualquer outro lugar. ao contrario do preconceito, tudo e verde e luxuriante ao inves de seco e arido e com aqueles arbustos a rebolar ao vento. nunca vi caveiras de vacas.
b) o horizonte e aberto, o terreno e plano e as estradas sao sempre em frente, cortando ora pastos com vacas aqui ou ali, campos com rolos de feno ou florestas impenetraveis. as estradas sao variadas, existem para todos os gostos: desde faixas unicas sem separador central ate as 6 faixas para cada lado juntamente com as milhentas pontes, nos e circunvalacoes nas zonas mais cosmopolitas.
c) para alem disso, as autoestradas (se forcando tal distincao) faz conjunto com todas as restantes vias. atravessam povoacoes de todos os tamanhos, onde geralmente estas se abrem aos viajantes, quer seja a micropovoacao com 100 metros de comprimento de casas na borda da estrada ate as downtowns com os seus arranha ceus que se anunciam a distancia.
d) todos os carros andam no limite de velocidade, 70 milhas por hora, religiosamente impostos por forcas da autoridade que eu abomino, todas as policias do texas (desde rangers, policias, patrulhas de autoestrada, todas). assim, a minha tolerancia de 10% permite ultrapassagens frequentes e demoradas e criar empatias imaginarias com outros viajantes.
e) e tambem necessario pericia e atencao, seja para as zonas de trafego intenso nas estradas superpovoadas por todos os tipos de veiculos a um ritmo alucinante, para a possibilidade de carros que entram atraves das entradas que passam totalmente despercebidas a excepcao de apenas um intermitente pendurado em fios electricos no eixo da via, e para o desvio ocasional quer dos restos de pneus quer dos animais mortos (a serio, antes mortos do que vivos)
f) a noite, e possivel viajar-se durante horas sem ver outros farois. e sempre giro ver aqueles celeiros pintados a mao a dizer gig’em aggies. realmente calvert da um excelente passeio para uma tarde de primavera. a conducao e agradavel aos sentidos. e e uma excelente oportunidade para ouvir musica. por ordem de audicao, foram:

bloc party
, a weekend in the city; working for a nuclear free city, working for a nuclear free city; 120 days, 120 days; hi lo trons, bella simone; the golden dogs, big eye little eye; the nice boys, the nice boys; yo la tengo, i'm not afraid of you and i will beat your ass; the young knives, voices of animals and men; someone still loves you boris yelstin, broom; oxford collapse, remember the night parties;

4 adendas

Blogger mago disse...

Excelente texto joao, parabéns (pela escolha musical também). Serve como um bom prólogo para quem, como eu, anseia por uma oportunidade para umas férias calmas de carro de uma ponta à outra desse continente...

13/12/06 5:34 da manhã  
Blogger Pedro Carvalho disse...

de uma ponta à outra é realmente dificil, eu andei 3 semanas às voltas na california e ainda assim tenho de la voltar para ver muita coisa! as distancias são completamente diferentes então conduzindo por estradas secundarias, anda-se muito mais devegar porque há sempre qualquer coisa para ver... a musica é ainda + indispensavel (belas escolhas, a proposito)

13/12/06 4:40 da tarde  
Blogger Kraak/Peixinho disse...

Estive novamente a reler este teu post o qual pauta por uma sonoridade de encanto. Fazer tal viagem na companhia de grande parte dos CD's descritos, é qualquer coisa de memorável. Tais rotas fazem parte do meu imaginário que um dia, quem sabe, terei oportunidade de fazer. Mas, com uma pequena diferença: eu quero ir de comboio :) o que já me recomendaram não fazer... :S Curiosamente, foram americanos que me disseram para não viajar de comboio nos US. Achas normal?

Hugzz!

14/12/06 10:55 da manhã  
Blogger Strumer disse...

Belo texto, que retrata uma viagem que parece ser fantástica. A escolha músical parece me ter sido bem seleccionada...;)

cumprimentos

16/12/06 11:53 da manhã